Apesar de clutch do FalleN e um segundo semestre de ouro, brasileiros não confirmam favoritismo e se despedem da competição após derrota por 2 a 1.
O sonho do primeiro Major de CS2 para a organização chegou ao fim nesta sexta-feira. Em um duelo carregado de expectativas, a FURIA foi derrotada pela Natus Vincere (NAVI) por 2 mapas a 1 nas quartas de final do Budapest Major Stage 3. A equipe brasileira, que vinha de uma campanha impecável de 3-0 na fase suíça e ocupava o posto de número 1 do mundo, não conseguiu segurar o ímpeto dos europeus no mapa decisivo. A NAVI avança agora para as semifinais.

O Contraste com a fase suíça
A expectativa para o confronto era alta. Segundo dados da HLTV, a FURIA entrou no servidor como favorita, amparada não apenas pelo ranking mundial, mas pelo retrospecto recente: na fase anterior, os brasileiros haviam atropelado a própria NAVI por 13 a 2 na Nuke.
No entanto, o cenário nos playoffs se desenhou de forma diferente. A NAVI estudou o jogo brasileiro e neutralizou a agressividade que marcou a ascensão da FURIA neste segundo semestre.
O Jogo: Do apagão ao milagre (e a queda)
A série melhor de três (MD3) começou fria para os brasileiros.
Mirage (Pick da NAVI): A FURIA teve dificuldades para impor seu ritmo. Com uma defesa sólida e leituras precisas de rotação, a NAVI dominou as ações e fechou o mapa sem sustos por 13 a 5.
Inferno (Pick da FURIA): O segundo mapa parecia encaminhar uma eliminação rápida. A FURIA iniciou mal e viu o placar elástico de 10 a 3 para os adversários. Foi quando a experiência pesou. Gabriel “FalleN” Toledo protagonizou o lance do campeonato: um clutch improvável que foi “digno de sticker”. O lance inflamou o time, que buscou o empate em 12 a 12 e, no overtime, garantiu a vitória, forçando o terceiro mapa.
Train (Decider): A esperança renovada pela virada na Inferno, contudo, não entrou nos trilhos da Train. A FURIA mostrou-se apática e taticamente perdida no mapa decisivo. A NAVI aproveitou todas as brechas, impôs um ritmo avassalador e fechou a série com um contundente 13 a 3, decretando a eliminação brasileira.
Balanço da temporada
Apesar da eliminação dolorosa, especialmente pela forma como ocorreu o terceiro mapa, a temporada de 2025 da FURIA é, inegavelmente, vitoriosa.
A equipe passou por uma reinvenção completa no segundo semestre. O time alcançou o Top 1 do ranking HLTV e conquistou quatro títulos de tier S neste período, consolidando-se como a maior potência das Américas e uma das principais forças globais do Counter-Strike 2.
O futuro
Com a saída da FURIA, o Brasil não tem mais representantes no Major de Budapeste. A NAVI segue para a semifinal, reafirmando sua tradição em playoffs. Para a equipe brasileira, resta o descanso e o planejamento para 2026, com a certeza de que a base para buscar o título mundial na próxima temporada está mais sólida do que nunca.


